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STF decreta nova prisão de Daniel Vorcaro após PF apontar ameaças e “milícia privada”

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, a nova prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero. A medida foi adotada depois de a Polícia Federal (PF) reunir indícios de que o empresário autorizou planos de violência contra ex-funcionários e contra o jornalista Lauro Jardim.

PF vê “milícia privada” e acesso ilegal a dados sigilosos

Relatórios da PF indicam que Vorcaro teria financiado um grupo apontado como “milícia privada” para monitorar autoridades e obter informações confidenciais em órgãos como Ministério Público, Interpol e FBI. Para Mendonça, o material prova “risco concreto” à integridade de terceiros e a possibilidade de desvio de ativos bilionários, o que justificou a custódia imediata.

Alinhamento com a PF e isolamento da PGR

A decisão evidencia a aproximação entre o ministro e os investigadores federais. Mendonça criticou publicamente a Procuradoria-Geral da República (PGR) por não apoiar os pedidos de prisão, acusando o órgão de ignorar provas “robustas” de crimes em curso. Para evitar vazamentos, o magistrado restringiu o acesso aos relatórios de inteligência até mesmo a superiores hierárquicos.

Mudança de condução após saída de Toffoli

Anteriomente sob relatoria de Dias Toffoli, o processo gerava desconfiança na PF devido a medidas descritas como “heterodoxas”, entre elas o lacre de equipamentos apreendidos. Toffoli deixou o caso após vir a público uma relação suspeita com Vorcaro. Desde que assumiu, Mendonça afastou servidores do Banco Central suspeitos de corrupção e endureceu as ações contra o que classifica como “organização criminosa”.

Próximos passos

Os detidos foram transferidos para penitenciárias estaduais, e o ministro proibiu juízes de primeiro grau de revogarem as prisões nas audiências de custódia, centralizando qualquer decisão no STF. A Segunda Turma da Corte deve avaliar na próxima semana se mantém ou revoga as detenções, contexto que aumenta a pressão por eventuais acordos de delação premiada.

Com isso, o processo segue sob controle direto do Supremo, enquanto a Polícia Federal continua as diligências para mapear o suposto esquema de ameaças e corrupção envolvendo o banqueiro.

Com informações de Gazeta do Povo