WASHINGTON, 4 de março de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou medidas imediatas para manter o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz depois de o Irã declarar a passagem “totalmente sob controle” da Guarda Revolucionária e bloquear o tráfego marítimo.
Pelas redes sociais, Trump informou ter ordenado à U.S. International Development Finance Corporation (DFC) que forneça seguro contra risco político e garantias financeiras “a um preço muito razoável” para toda a carga marítima — especialmente petróleo — que cruza o Golfo Pérsico. “Se necessário, a Marinha dos EUA começará a escoltar petroleiros pelo estreito de Ormuz o mais rápido possível”, acrescentou.
Ameaça iraniana
O fechamento da rota foi anunciado na segunda-feira (2). Segundo Ebrahim Jabari, assessor do comandante da Guarda Revolucionária, qualquer embarcação que tentar passar será incendiada por forças iranianas. O Estreito de Ormuz é o único corredor que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico; por ele transita cerca de 20% do petróleo bruto global.
Desde o início dos combates no sábado (29), o preço do barril Brent superou US$ 80, enquanto as cotações do gás natural na Europa praticamente dobraram.
Ofensiva dos EUA
Em atualização divulgada nesta terça-feira (3), o Comando Central norte-americano (Centcom) relatou que bombardeiros dos EUA destruíram 17 navios de guerra e um submarino em um porto militar no sul do Irã. O almirante Brad Cooper afirmou que 2 mil alvos foram atingidos, entre eles 100 mísseis balísticos, deixando Teerã sem embarcações militares identificáveis no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
Antes da publicação do relatório, o secretário de Estado Marco Rubio avisou ao Congresso que a intensidade dos ataques “só aumentará nas próximas horas”.
Trump destacou o “poder econômico e militar sem paralelo” dos Estados Unidos e sinalizou que novas decisões poderão ser anunciadas em breve.
Com informações de Gazeta do Povo