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Escalada de ataques põe em risco minoria cristã no Irã, alerta entidade católica

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A organização católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) advertiu que a recente série de ações militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã ameaça agravar ainda mais a situação das comunidades cristãs no Oriente Médio, especialmente no território iraniano.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, a presidente executiva da ACN, Regina Lynch, declarou que “uma nova espiral de violência pode levar comunidades já frágeis a um ponto de colapso”. Segundo ela, as equipes da instituição relatam “ansiedade crescente” entre cristãos no Irã, Iraque, Síria, Líbano, Faixa de Gaza e Cisjordânia.

Discriminação e risco de êxodo

No Irã, pequenas congregações cristãs são alvo de discriminação oficial, e convertidos ao cristianismo figuram entre os mais vulneráveis. O país ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Portas Abertas. A ACN teme que um novo conflito desencadeie um êxodo definitivo: “Os que permanecem costumam ser idosos, pobres e profundamente preocupados com o futuro”, observou Lynch.

Conflito militar recente

No sábado, Estados Unidos e Israel lançaram ataques a vários alvos militares e governamentais em Teerã e em outras regiões iranianas. Entre as vítimas estão o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, 86 anos, além de outros altos funcionários e civis.

Em retaliação, Teerã disparou mísseis contra Israel e posições militares norte-americanas na região. Um projétil atingiu a cidade israelense de Beit Shemesh no domingo, deixando nove mortos. Outros seis militares morreram após ataque iraniano a um centro de operações em um porto civil no Kuwait, segundo fonte citada pela CNN.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prestou condolências às famílias das vítimas e admitiu que “provavelmente haverá mais” baixas até o desfecho da crise.

Protestos internos e repressão

O Irã enfrenta ainda protestos contra problemas econômicos e a insatisfação popular com o governo. Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, denunciam que dezenas de milhares de manifestantes foram mortos na repressão.

Pedido de oração e solidariedade

Regina Lynch concluiu o apelo solicitando “oração e solidariedade” à comunidade internacional: “Quaisquer que sejam os desdobramentos políticos, a presença cristã e a missão da Igreja no Oriente Médio devem continuar”.

Enquanto isso, a presidente da organização humanitária Transform Iran, Lana Silk, classificou o ataque à liderança iraniana como “inevitável” e defendeu a intervenção ocidental, argumentando que a população sofre “47 anos de brutalidade sistêmica”.

Com informações de Folha Gospel