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Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha e bancada de direita comemora

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou na tarde desta terça-feira, 3 de março de 2026, a validade da deliberação que autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido de anulação, apresentado por parlamentares alinhados ao governo, foi rejeitado.

A decisão preserva o acesso da CPMI do INSS aos documentos de Lulinha, aprovados anteriormente pelo colegiado. A medida foi vista por congressistas da oposição como revés para o Palácio do Planalto.

Reação da oposição

Já durante a sessão, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) classificou o resultado como “vitória suada” e agradeceu aos apoiadores que, segundo ele, pressionaram pela manutenção da quebra de sigilo.

Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante parabenizou Alcolumbre e afirmou que “a verdade virá à tona”, alertando que “governo que protege escândalos caminha para a ruína”.

O deputado federal Hélio Lopes também se manifestou, dizendo que o Senado “apenas cumpriu o regimento” ao chancelar a medida aprovada pela CPMI.

Para o líder do Novo na Câmara, Marcel van Hattem (RS), a base governista cometeu “erro estratégico” ao tentar reverter a decisão. Ele destacou que documentos de Lulinha e de outros investigados, incluindo o empresário Jonas Suassuna, chegarão ao colegiado.

O senador Sergio Moro (União-PR) publicou nas redes sociais uma foto ao lado de Alcolumbre com a legenda: “Ninguém está acima da lei”. Já o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o despacho do presidente do Senado apenas seguiu o regimento interno da Casa.

Com a manutenção da decisão, a CPMI do INSS prossegue a investigação sobre supostas irregularidades envolvendo benefícios previdenciários, agora com acesso aos dados financeiros e fiscais de Lulinha.

Com informações de Gazeta do Povo