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Após pressão nas redes, governo Lula revoga parte do aumento do imposto de eletrônicos

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O governo federal anunciou, nesta terça-feira (3), a reversão parcial do aumento do Imposto de Importação sobre 120 produtos eletrônicos, decisão publicada dias antes e alvo de forte reação negativa nas redes sociais. Entre os itens inicialmente atingidos estavam celulares e notebooks, cujo encarecimento gerou críticas de parlamentares da oposição e de consumidores.

A medida havia sido formalizada em documentos oficiais, mas foi contestada publicamente pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Em vídeo divulgado nas plataformas digitais, Alckmin classificou como “fake news” as notícias sobre a elevação de tributos para celulares e laptops, destacando que esses produtos permaneceriam com a alíquota atual após a revisão da portaria.

Segundo o Ministério da Fazenda, a intenção original era proteger a indústria nacional e repor cortes tarifários realizados em anos anteriores, elevando taxas de produtos que possuem equivalentes fabricados no Brasil. A pasta, comandada por Fernando Haddad, argumentou que o impacto no preço final ao consumidor poderia ser neutralizado pela concorrência interna.

A mobilização virtual, porém, alterou o cenário. Vídeos de deputados oposicionistas atacando a taxação somaram dezenas de milhões de visualizações em poucos dias. Com pesquisas apontando queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a proximidade do período eleitoral, o Planalto avaliou que manter o aumento para eletrônicos populares traria desgaste político excessivo.

Embora tenha revogado parte da medida, o governo nega ter recuado. Em notas oficiais, sustenta que apenas manteve isenções já existentes para itens sem fabricação nacional equivalente e alega que as informações sobre aumento generalizado de preços seriam “imprecisas ou simplesmente falsas”.

Com a revisão, celulares, notebooks e demais aparelhos listados no vídeo do vice-presidente seguem tributados pelas alíquotas anteriores, enquanto outros produtos do mesmo setor continuam sob análise da equipe econômica.

Com informações de Gazeta do Povo