No quarto dia da guerra no Oriente Médio, Israel realizou novos bombardeios simultâneos contra alvos no Irã e no Líbano nas primeiras horas desta terça-feira (3). Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana declarou ter destruído uma base militar dos Estados Unidos no Bahrein, enquanto drones atingiram a embaixada americana na Arábia Saudita.
Israel mira complexos governamentais em Teerã
As Forças Armadas israelenses informaram ter lançado “dezenas de projéteis” contra um complexo do governo iraniano no centro de Teerã durante a noite. Entre os prédios atingidos estão o gabinete presidencial, a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional e um instituto de treinamento de oficiais. Segundo o comunicado, as instalações ficam a poucos metros do complexo onde o líder supremo Ali Khamenei e outros altos funcionários morreram no sábado.
Dados oficiais apontam que, somente nessa última ofensiva, aproximadamente 600 alvos foram atingidos em território iraniano. Nos ataques de segunda-feira (2), ao menos cinco integrantes da Guarda Revolucionária morreram nas cidades de Jam e Dir, na província de Bushehr, no sul do Irã, informou o jornal Shargh.
Hezbollah lança drones; Israel reforça tropas no Líbano
Enquanto bombardeava a capital iraniana, Israel também manteve ataques contra posições do Hezbollah no Líbano. O grupo xiita alegou ter lançado drones contra a base aérea israelense de Ramat David, afirmando que a ação foi “uma resposta à agressão criminosa” de Tel Aviv contra “dezenas de cidades e vilarejos libaneses”.
O Exército israelense anunciou a morte de Reza Juzai, apontado como chefe do programa de armamentos do Hezbollah e líder do braço libanês da Força Quds. Segundo Israel, ele era “o braço direito” do comandante da ala libanesa e peça-chave no envio de equipamentos militares do Irã ao grupo.
Irã diz ter usado 20 drones e 3 mísseis contra base no Bahrein
Em comunicado divulgado pela agência estatal Fars, a Guarda Revolucionária afirmou ter lançado 20 drones e três mísseis contra uma base americana no Bahrein, “destruindo o prédio principal de comando, quartéis e depósitos de combustível”. A suposta investida integra o que Teerã descreveu como a 13ª onda de ataques contra instalações dos EUA na região, incluindo alvos no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos e em Israel.
Horas antes, a embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita, foi atingida por drones. Washington não atribuiu oficialmente a autoria, mas ordenou a retirada de funcionários não essenciais de pelo menos seis países: Jordânia, Bahrein, Iraque, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
Estados Unidos esvaziam representações diplomáticas
Diante da escalada, os EUA fecharam por tempo indeterminado suas embaixadas no Kuwait e na Arábia Saudita. O presidente Donald Trump classificou como “surpresa” o fato de Teerã ter passado a mirar países do Golfo, que, até então, mantinham posição neutra no conflito.
Próximos passos
As trocas de ataques prosseguem sem sinal de trégua, enquanto Israel reforça sua presença militar no Líbano e o Irã promete novas retaliações contra interesses americanos e israelenses na região.
Com informações de Gazeta do Povo