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Paquistão ataca Cabul e Talibã afirma que seu líder supremo foi morto

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Brasília, 27 fev. 2026 – Paquistão e Afeganistão trocaram bombardeios na madrugada desta sexta-feira (27), hora de Brasília, após o governo paquistanês anunciar “guerra aberta” contra o país vizinho.

De acordo com informações divulgadas por autoridades militares, o Exército paquistanês atingiu várias cidades afegãs, entre elas a capital Cabul. Em reação, o Talibã declarou ter usado drones para atacar instalações militares em Islamabad e em outras regiões do Paquistão.

Suposta morte de Hibatullah Akhundzada

Fontes não oficiais ligadas ao Talibã relatam que o líder supremo do grupo e chefe do Emirado Islâmico do Afeganistão desde maio de 2016, Mullah Hibatullah Akhundzada, teria sido morto durante os ataques aéreos paquistaneses em Cabul, junto a comandantes de alto escalão. Até o momento, não há confirmação independente.

Perfil do líder talibã

Clérigo respeitado pela formação em jurisprudência islâmica, Akhundzada cursou madrasas no Paquistão — sobretudo em Quetta, no Baluchistão — para onde a família se refugiou durante a invasão soviética ao Afeganistão (1979-1989). Reservado, raramente aparecia em público: existem apenas duas fotos conhecidas e nenhum vídeo de discurso divulgado.

Residindo principalmente em Kandahar, evitava viagens e entrevistas. O filho, Hafiz Abdul Rahman, morreu em 2017 num ataque suicida contra forças afegãs em Helmand, episódio que reforçou sua reputação de linha dura.

Acusações internacionais

O governo à frente de Akhundzada é alvo de críticas globais por violações de direitos humanos, especialmente contra mulheres e meninas. Entre as medidas impostas estão a proibição de acesso ao ensino secundário e superior feminino, restrições ao trabalho de mulheres em diversos setores e segregação rigorosa.

Em julho de 2025, o Tribunal Penal Internacional expediu mandados de prisão contra o líder talibã por perseguição sistemática ao público feminino.

As forças de Islamabad e Cabul não anunciaram novas ofensivas até o momento, mas a tensão permanece elevada na fronteira entre os dois países.

Com informações de Pleno.News