O brasileiro Felipe Amorim, 33 anos, declarou ter abandonado o ateísmo e desistido de tirar a própria vida depois de ler a Bíblia na tentativa de provar que Deus não existe. O episódio ocorreu poucos meses após sua mudança para os Estados Unidos, quando ele enfrentava uma crise profunda de depressão.
Segundo relato publicado em vídeo no Instagram no último domingo (22), Amorim contou que, apesar de aparentar estabilidade financeira e familiar, sentia um vazio que “nada preenchia”. Nesse contexto, crises anteriores de saúde mental se agravaram até o ponto em que ele passou semanas sem conseguir trabalhar ou sair da cama.
Decisão extrema na sacada do apartamento
Na fase mais crítica, o brasileiro afirmou à esposa que não suportava mais viver: “Espero que você e as crianças me perdoem um dia, porque eu desisti”. Ele relatou que o medo de continuar era maior que o medo da morte e, mesmo descrente, desafiou: “Se Deus existe, está na hora Dele aparecer”.
A leitura que mudou o rumo
Para tentar “refutar” a fé da esposa cristã, Amorim pegou a Bíblia dela e começou a ler. Ao chegar em Êxodo 3, onde Deus diz a Moisés “Eu sou quem Eu sou”, o então ateu afirmou ter sido impactado pela passagem. “É lógico, é científico. Eu sou, Ele é”, recordou.
Nessa mesma noite, disse ter dormido em paz pela primeira vez em 33 anos, sem os episódios de insônia e perturbações que o acompanhavam desde a infância. No dia seguinte, acordou afirmando que o vazio havia desaparecido.
Vida transformada
Amorim passou a frequentar uma igreja local, declarou Jesus como Salvador e disse ter visto sua família e casamento “restaurados”. “A minha paternidade foi restaurada, tudo na minha vida foi restaurado”, afirmou.
Em suas redes sociais, ele aconselha quem enfrenta crises existenciais a buscar auxílio em Jesus: “O coração é um tabernáculo, e nada o preenche se Deus não estiver lá dentro”.
Ajuda para prevenção ao suicídio
Para pessoas em situação de risco, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento 24 horas pelo telefone 188, e em postos de atendimento, e-mail ou chat. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) também prestam apoio gratuito em todo o país.
Com informações de Guiame