Estudantes de diversas universidades do Irã iniciaram, nesta semana, uma nova série de protestos contra o governo em Teerã e em outras grandes cidades, promovendo confrontos diretos com grupos pró-regime ligados à Guarda Revolucionária Islâmica.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram manifestantes entoando palavras de ordem contra o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país, erguendo a antiga bandeira iraniana — a do leão e sol, usada antes da Revolução Islâmica de 1979 — e, em alguns casos, queimando o atual símbolo da República Islâmica.
Em uma universidade da capital, o coro “Vida longa ao xá” foi entoado em referência a Reza Pahlavi, filho do último monarca deposto em 1979. Estudantes alinhados ao governo responderam com “Morte ao xá” e atearam fogo a bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, aumentando a tensão no campus.
Os atos ocorrem após a dura repressão às manifestações nacionais iniciadas em dezembro. De acordo com a agência independente HRANA, sediada nos Estados Unidos, mais de 7 mil pessoas — entre elas centenas de crianças — teriam sido mortas pela força estatal. O governo iraniano reconhece oficialmente 3,1 mil mortes.
Washington, que pressiona Teerã por um novo acordo nuclear, eleva ainda mais o número de vítimas: segundo autoridades americanas, mais de 30 mil pessoas teriam perdido a vida na repressão iraniana.
Não há indicação de que as manifestações nas universidades diminuam nos próximos dias, e novos confrontos entre estudantes contrários e favoráveis ao regime seguem sendo registrados.
Com informações de Gazeta do Povo