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Rombo de R$ 15 bilhões ameaça BRB e acende alerta de intervenção federal

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Brasília – O Banco de Brasília (BRB) vive sua pior crise financeira após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito sob suspeita de fraude do Banco Master. O buraco estimado já alcança R$ 15 bilhões e, se não houver recomposição de capital até 31 de março, a instituição corre o risco de ser federalizada.

Como a crise começou

O problema teve origem na compra, pelo BRB, de títulos ligados ao Banco Master que são alvo de investigação da Polícia Federal. Com a desvalorização desses ativos e a retirada em massa de depósitos por clientes temerosos, o banco precisou vender aplicações rentáveis a preços reduzidos, ampliando o prejuízo.

O que significa federalizar o BRB

Federalização é a transferência do controle do banco para a União ou para um órgão federal, como a Caixa Econômica Federal. A medida seria adotada caso o BRB não comprove ao Banco Central, até o fim de março, que possui capital suficiente para operar. Nesse cenário, o governo passa a gerir a instituição para evitar a quebra definitiva e proteger o sistema financeiro.

Impacto no bolso do contribuinte

Se a União assumir o BRB, o rombo deixará de ser responsabilidade exclusiva do Distrito Federal e passará a ser suportado por recursos do Tesouro Nacional ou da própria Caixa, financiados por impostos pagos em todo o país. Assim, contribuintes de outras regiões também arcariam com as perdas originadas na operação do banco brasiliense.

Alternativa em estudo pela Caixa

Em vez de assumir todo o BRB, a Caixa avalia comprar apenas os ativos considerados de boa qualidade, injetando liquidez imediata e deixando de fora as carteiras problemáticas do Banco Master. Outra possibilidade em debate é a formação de um consórcio de bancos para emprestar recursos ao governo do Distrito Federal, que repassaria o valor ao BRB.

Medidas do governo do Distrito Federal

Para reforçar o patrimônio do banco, o Executivo local enviou à Câmara Legislativa projeto de lei que autoriza o uso de imóveis públicos e ações de estatais de saneamento e água como garantias para novos empréstimos. Segundo o líder do governo na Casa, a situação é “dramática” e, sem aprovação rápida da proposta, a federalização pode se tornar inevitável antes do prazo estipulado pelo Banco Central.

O BRB tem até 31 de março para apresentar ao órgão regulador um plano de recomposição de capital capaz de cobrir o déficit bilionário e assegurar sua continuidade sem intervenção federal.

Com informações de Gazeta do Povo