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Chefão do Tren de Aragua é capturado na Colômbia com apoio da DEA

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A Polícia Nacional da Colômbia prendeu, em 25 de fevereiro de 2026, Jorge Luis Páez Cordero, conhecido como “Cucaracho”, apontado como um dos principais chefes da quadrilha venezuelana Tren de Aragua.

O detido foi localizado em Santa Marta após operação que contou com a colaboração da Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA). Segundo o diretor da Polícia colombiana, general William Rincón, Cucaracho era alvo de difusão vermelha da Interpol.

De acordo com Rincón, o investigado é acusado de coordenar o envio de “toneladas de cocaína” da Colômbia e da Venezuela para a América Central, Estados Unidos e Europa. As autoridades também o responsabilizam por financiar grupos ligados ao terrorismo, traficar armas ilegalmente, praticar extorsão e sequestro de comerciantes no Caribe, além de lavar dinheiro para sustentar as finanças da organização.

“Sua captura afeta diretamente as finanças, a logística e a capacidade criminosa do Tren de Aragua. A Colômbia não será refúgio para quem comete crimes além de nossas fronteiras”, declarou o general.

Investigações indicam que Cucaracho foi designado por Héctor Rustherford Guerrero Flores, o “Niño Guerrero”, como principal articulador do narcotráfico do grupo na América do Sul, com base operacional em território colombiano.

Pressão dos Estados Unidos

A prisão ocorre após o governo dos Estados Unidos classificar, em janeiro do ano passado, o Tren de Aragua, cartéis mexicanos e a gangue MS-13 como organizações terroristas. No início deste mês, o presidente colombiano Gustavo Petro reuniu-se na Casa Branca com o presidente americano Donald Trump, que vinha cobrando ações mais firmes de Bogotá contra o narcotráfico.

No ano anterior, líderes do Tren de Aragua solicitaram inclusão no programa governamental colombiano “paz total”, pedido rejeitado pelo então ministro da Justiça, Eduardo Montealegre, que afirmou não haver espaço para impunidade.

Com a captura de Cucaracho, as autoridades esperam reduzir a capacidade de exportação de drogas do grupo e enfraquecer sua rede financeira internacional.

Com informações de Gazeta do Povo