A apuração do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) avança para a fase decisiva. Investigadores pretendem concluir, até abril, o relatório que detalha como funcionava o mecanismo responsável por prejuízos a aposentados e pensionistas.
Com a proximidade da entrega do documento, diminui o tempo para que dois protagonistas do caso negociem possíveis acordos de colaboração premiada. São eles o lobista Antônio Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, apontados como peças-chave no esquema.
De acordo com informações da coluna de Paulo Cappelli, do site Metrópoles, depois que a Polícia Federal concluir o relatório e o Ministério Público apresentar a denúncia formal, o Judiciário tende a rejeitar novos pedidos de colaboração. A avaliação é que, superada essa fase, o processo seguirá diretamente para o julgamento, sem espaço para negociações.
Nesse cenário, “Careca” dispõe de cerca de dois meses para decidir se delata outros envolvidos. Até lá, autoridades ainda demonstram disposição para ouvir depoimentos que tragam dados relevantes, especialmente aqueles que envolvam nomes de maior peso. Caso apresentem informações consideradas úteis, Antunes e Camisotti poderão pleitear benefícios na ação penal que deverá ser instaurada.
O esquema de desvios no INSS foi revelado em série de reportagens do portal Metrópoles, assinadas pelos jornalistas Fabio Leite e Luiz Vassallo, mostrando o impacto das fraudes sobre beneficiários do sistema previdenciário.
Com informações de Direita Online