A aviação civil de Cuba comunicou que deixará de fornecer querosene (Jet A1) aos aeroportos do país a partir de 0h desta terça-feira, 10 de fevereiro, devido à crise energética que atinge a ilha. A medida, detalhada em aviso de rota (NOTAM) divulgado às companhias aéreas, vale por um mês, até 11 de março.
Segundo a agência France-Presse, o alerta foi repassado a todas as empresas que operam voos internacionais para o território cubano. Um funcionário de uma transportadora europeia, que pediu anonimato, confirmou que o combustível “não estará mais disponível” no período informado.
Impacto imediato nas operações
Dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) registram a notificação “Combustível de aviação A1 não disponível” para todos os terminais internacionais cubanos. Companhias dos Estados Unidos, Espanha, Panamá e México aparecem entre as mais afetadas, com expectativa de ajustes em rotas, frequências e horários no curto prazo.
Turismo volta a ser pressionado
O turismo, já abalado desde a pandemia de Covid-19, tende a sofrer novo revés. Fontes ouvidas pela Agência EFE relataram que o governo começou a fechar alguns hotéis e a transferir hóspedes para outras unidades como parte do pacote emergencial.
Pressão externa sobre o abastecimento
No fim de janeiro, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ordem que ameaça tarifar países que vendem petróleo a Cuba, classificando a ilha como risco à segurança nacional. A situação se agravou em 3 de janeiro, quando a captura de Nicolás Maduro encerrou a histórica parceria energética entre Caracas e Havana.
Sem dólares e sem petróleo suficientes, o governo de Miguel Díaz-Canel enfrenta sucessivos apagões e vê a suspensão do querosene como mais uma medida de contenção diante da falta de combustível.
Com informações de Gazeta do Povo