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Trump escolhe Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (30) a indicação do banqueiro e economista Kevin Warsh, 55 anos, para a presidência do Federal Reserve (Fed). Caso seja confirmado pelo Senado, Warsh substituirá Jerome Powell, cujo mandato termina em maio.

Em mensagem publicada na plataforma Truth Social, Trump disse ter “o prazer” de apresentar o nome de Warsh e destacou que, aos 35 anos, ele se tornou o mais jovem governador da história do Fed, cargo que ocupou de 2006 a 2011. O republicano acrescentou acreditar que o indicado “será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed, talvez o melhor”.

Trajetória e mudança de postura

Warsh integrou o conselho do Fed durante o governo George W. Bush, após atuar como assessor econômico na Casa Branca. Atualmente, mantém vínculos com o Hoover Institution, centro de estudos conservador sediado na Califórnia. Durante o primeiro mandato de Trump, seu nome chegou a ser cogitado para chefiar o banco central, mas o presidente optou por Jerome Powell em 2017.

Conhecido originalmente por defender uma política monetária rígida contra a inflação, Warsh passou a manifestar apoio a juros mais baixos nos últimos meses, em sintonia com as críticas de Trump ao atual comando do Fed. O presidente pressiona a autoridade monetária a acelerar a redução das taxas, processo iniciado em setembro de 2024.

Conflito com a gestão atual

A troca na liderança ocorre em meio a atritos públicos entre Trump e Jerome Powell. Além de criticar a velocidade dos cortes de juros, o governo abriu investigação sobre supostos custos excessivos na reforma da sede do banco central.

Formação acadêmica e experiência no setor financeiro

Nascido no estado de Nova York, Kevin Warsh formou-se em Políticas Públicas e concluiu Direito na Universidade de Stanford. Posteriormente, obteve doutorado na Faculdade de Direito de Harvard e realizou estudos de pós-graduação em finanças e economia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Antes de ingressar no governo federal em 2002, foi vice-presidente do Morgan Stanley na área de fusões e aquisições.

Se aprovado pelo Senado, Warsh assumirá um Fed que vem tendo sua independência questionada diante das pressões da Casa Branca por cortes mais rápidos nas taxas de juros.

Com informações de Gazeta do Povo