Washington (29.jan.2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira que o líder russo Vladimir Putin aceitou seu pedido para interromper ofensivas contra a Ucrânia durante sete dias.
“Pedi pessoalmente ao presidente Putin que não atacasse Kiev e outras cidades ucranianas por uma semana, e ele concordou”, disse Trump em reunião de gabinete, segundo a agência Reuters. O republicano atribuiu o apelo ao “frio extraordinário” que atinge a região, período em que Moscou vinha bombardeando a infraestrutura energética ucraniana.
Até o momento, o Kremlin não se pronunciou sobre a suposta trégua.
Histórico de acordos frustrados
Em março de 2025, Trump e Putin haviam anunciado um cessar-fogo de 30 dias voltado especificamente a instalações de energia na Ucrânia. O compromisso foi quebrado nas semanas seguintes, quando ataques russos a esses alvos continuaram.
Propostas de paz em negociação
Em novembro passado, Trump apresentou um plano de 28 pontos que inclui o reconhecimento internacional da Crimeia, de Lugansk e de Donetsk como territórios russos. O documento também limita o efetivo das Forças Armadas da Ucrânia a 600 mil militares (atualmente cerca de 900 mil) e propõe a inclusão, na Constituição ucraniana, de cláusula que impeça a adesão do país à Otan. Em troca, Kiev receberia garantias de segurança contra futuras invasões.
Na véspera de Natal, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, respondeu com uma contraproposta de 20 pontos. O texto mantém aberta a possibilidade de ingresso na Otan e rejeita reconhecer a soberania russa sobre a Crimeia e demais áreas ocupadas. Entre as opções apresentadas, estão o congelamento da linha de frente atual em Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson ou a desmilitarização da parte de Donetsk ainda controlada por Kiev, sob proteção de tropas internacionais, sujeita a referendo nacional.
A segunda rodada de negociações mediadas pelos Estados Unidos entre ucranianos e russos está marcada para domingo (1º) em Abu Dhabi.
Com informações de Gazeta do Povo