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Israel recupera corpo do último refém mantido pelo Hamas na Faixa de Gaza

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Tel Aviv, 26 jan. 2026 – As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram nesta segunda-feira (26) o resgate dos restos mortais do sargento de primeira classe Ran Gvili, considerado o último refém israelense que permanecia em poder do Hamas na Faixa de Gaza.

Em comunicado distribuído à imprensa, o Exército informou que o corpo foi identificado e transferido para o Centro Nacional de Medicina Legal, em Tel Aviv, onde será preparado antes da entrega à família. Gvili, integrante das Forças Especiais da Polícia de Israel, tinha 24 anos quando foi morto durante os ataques de 7 de outubro de 2023; na ocasião, seu corpo foi levado por combatentes do Hamas para Gaza.

Operação no norte de Gaza

No domingo (25), tropas israelenses realizaram uma operação pontual no norte do enclave palestino para localizar e retirar os restos mortais do militar. Pouco antes da ação, o governo de Israel avisou que a passagem de Rafah — ligação de Gaza com o Egito — só seria reaberta após a conclusão da missão.

Cessar-fogo e acordo de reféns

O resgate ocorre mais de três meses depois da entrada em vigor do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 10 de outubro do ano passado. Pelo acordo, os 48 reféns israelenses ainda detidos em Gaza seriam trocados por prisioneiros palestinos. Os 20 que seguiam vivos foram libertados nos primeiros dias da trégua, mas o Hamas demorou a devolver os corpos dos que morreram em cativeiro.

Repercussão em Israel e nos EUA

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o resultado da operação como “uma conquista inacreditável para o Estado de Israel”. “Ran é um herói que entrou primeiro e saiu por último”, declarou.

Pelo Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou o desfecho e disse que a devolução de todos os reféns só foi possível graças ao acordo patrocinado por Washington. “Trabalho incrível! A maioria achava impossível”, escreveu.

Próximos passos do plano de paz

A iniciativa de Trump prevê ainda a formação de um “Conselho da Paz” para supervisionar a reconstrução de Gaza após mais de dois anos de conflito. Líderes de países como Argentina, Israel, Hungria, Catar e Turquia já aceitaram participar; Reino Unido, Espanha, França, Alemanha e Itália recusaram o convite no formato atual. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado.

Com o resgate de Ran Gvili, Israel encerra a busca por reféns em Gaza, mesmo enquanto prosseguem as negociações sobre a segunda fase do acordo e a reabertura da passagem de Rafah.

Com informações de Gazeta do Povo