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Diretor do BC nega ter orientado BRB a comprar carteiras fraudadas do Banco Master

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O Banco Central (BC) afirmou nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, que o diretor de Fiscalização da autarquia, Ailton de Aquino, nunca recomendou ao Banco de Brasília (BRB) a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, posteriormente classificadas como fraudulentas e avaliadas em R$ 12 bilhões.

Em comunicado divulgado no site da instituição, o BC acrescentou que a tentativa de compra do próprio Banco Master pelo BRB foi barrada depois que a área de Supervisão identificou “irregularidades graves” nos ativos examinados.

Diretor abriu sigilos para investigação

Segundo a nota, Ailton de Aquino declarou ter renunciado voluntariamente ao sigilo bancário, fiscal e aos registros de conversas mantidas com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A medida foi tomada para colaborar com investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF).

Ainda de acordo com o comunicado, partiu da equipe liderada por Aquino a iniciativa de comunicar suspeitas de ilícitos ao MPF, acompanhada de documentação e análises técnicas. A mesma área aplicou uma medida prudencial preventiva ao BRB para evitar novas operações que pudessem comprometer a liquidez do banco público.

Proposta de liquidação do Master

A nota informa que foi de autoria de Aquino a proposta submetida à Diretoria Colegiada do BC para decretar a liquidação extrajudicial das instituições que compõem o Conglomerado Master, em razão dos ilícitos identificados.

Atribuições do Banco Central

O BC ressaltou que, por lei, deve acompanhar continuamente a situação de liquidez das instituições financeiras, inclusive transações de compra e venda de ativos, a fim de assegurar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e proteger depositantes, investidores e demais credores.

O órgão lembrou, porém, que a análise da qualidade dos créditos adquiridos cabe a cada banco, que deve manter controles internos adequados para gerir os riscos dos próprios negócios.

Ao encerrar a nota, o Banco Central reforçou que todas as informações de Ailton de Aquino já estão à disposição do MPF e da PF, na busca por total transparência sobre o caso.

Com informações de Gazeta do Povo