O candidato presidencial André Ventura, líder do partido nacionalista Chega, pediu nesta segunda-feira (19.jan.2026) o apoio de outras siglas conservadoras para enfrentar o socialista António José Seguro no segundo turno das eleições em Portugal, marcado para 8 de fevereiro.
“A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses nos deram a liderança desse campo político”, afirmou Ventura na sede do Chega, em Lisboa, citando informações da emissora SIC Notícias. O presidenciável acrescentou que só perderá a disputa “por egoísmo” do Partido Social Democrata (PSD), da Iniciativa Liberal (IL) ou de “outros partidos que se dizem de direita”.
Resultado do primeiro turno
No pleito realizado no domingo (18), António José Seguro, do Partido Socialista (PS), terminou à frente com 31% dos votos. Ventura ficou em segundo lugar, alcançando 23% e garantindo vaga no segundo turno.
A terceira posição foi ocupada por João Cotrim de Figueiredo, da IL, com 16%. O independente Henrique Gouveia e Melo obteve 12%, enquanto Luís Marques Mendes, do PSD, apareceu em quinto, com 11%.
Críticas ao adversário
Durante o discurso, Ventura atacou a plataforma de Seguro, declarando que “o socialismo destrói, mata e corrompe”. Segundo ele, o adversário pretende aumentar impostos, distribuir mais subsídios, manter “imigração descontrolada” e “sufocar” empresas com burocracia, além de comprometer a segurança pública e o sistema de Justiça.
O líder do Chega tenta reunir o eleitorado de direita para somar forças contra o candidato socialista na votação decisiva de fevereiro.
Com informações de Gazeta do Povo