Home / Internacional / Trump agradece cancelamento de execuções no Irã e diz ter desistido sozinho de ataque militar

Trump agradece cancelamento de execuções no Irã e diz ter desistido sozinho de ataque militar

ocrente 1768588494
Spread the love

Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a liderança iraniana por supostamente suspender a execução de centenas de manifestantes detidos desde o fim de dezembro no Irã.

“Respeito profundamente o fato de que todos os enforcamentos programados para ontem (mais de 800) foram cancelados pela liderança do Irã. Obrigado!”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

Ameaça militar antecedeu decisão, segundo Casa Branca

Na quinta-feira, 15, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou em entrevista coletiva que o cancelamento das 800 execuções ocorreu depois de o presidente norte-americano ameaçar retaliar militarmente caso os enforcamentos fossem mantidos.

Ao deixar a Casa Branca rumo à Flórida nesta sexta-feira, Trump negou informações veiculadas pela imprensa de que aliados regionais teriam dissuadido Washington de bombardear alvos iranianos. “Ninguém me convenceu. Eu convenci a mim mesmo”, afirmou a jornalistas, conforme a emissora CNN.

Casos de condenação permanecem sob escrutínio

Na terça-feira, 13, as organizações Iran Human Rights e Hengaw informaram que o iraniano Erfan Soltani, 26 anos, acusado de “fazer guerra contra Deus” por participar dos protestos, seria executado no dia seguinte. Familiares e o grupo Hengaw relataram depois que a execução foi adiada. Ontem, a agência Mizan, ligada ao Judiciário do Irã, disse que Soltani não recebeu sentença de morte.

Em entrevista à Fox News, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que “não há nenhum plano para enforcamento de manifestantes”.

Números de mortos e presos divergem

ONGs internacionais calculam que mais de 2,6 mil pessoas foram mortas por forças de segurança iranianas desde o início das manifestações, motivadas inicialmente pela crise econômica e que agora incluem pedidos pela queda do regime islâmico. O governo de Teerã reconhece cerca de 3 mil prisões, enquanto entidades de direitos humanos estimam mais de 19 mil detidos.

Com informações de Gazeta do Povo