O Banco Central do Brasil decretou nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (antiga Reag Investimentos), sediada em São Paulo. A decisão foi motivada por “graves violações” às normas que regulam o Sistema Financeiro Nacional (SFN), segundo nota divulgada pela autoridade monetária.
Classificada no segmento prudencial S4, a CBSF detinha menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN. A empresa, que havia aberto capital na B3 no início de 2025, é investigada por suspeita de gerir fundos com recursos do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de manter vínculos com o Banco Master.
Operações policiais e troca de nome
Em agosto de 2025, a então Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que apontou lavagem de dinheiro do tráfico em cerca de 40 fundos de investimento avaliados em R$ 30 bilhões. Após a ação, a companhia mudou sua razão social para Arandu Investimentos na tentativa de reduzir danos à imagem.
Na quarta-feira (14), o ex-CEO da Reag, João Carlos Mansur, foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, focada em parentes e aliados de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Bloqueio de bens e possíveis sanções
O Banco Central informou que bens de controladores e ex-administradores da CBSF ficam indisponíveis. A autarquia acrescentou que prossegue na apuração de responsabilidades e poderá aplicar sanções administrativas, além de encaminhar o caso a outras autoridades competentes.
Advanced Corretora também sofre liquidação
No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação judicial da Advanced Corretora de Câmbio Ltda., também com sede em São Paulo. Embora não haja ligação entre as duas instituições, a medida se baseou em problemas econômico-financeiros e em violações regulatórias. Em 2025, a Advanced movimentou 0,081% do volume financeiro e 0,14% das operações de câmbio do país.
Procurada, a CBSF não respondeu até a publicação desta reportagem.
Com informações de Gazeta do Povo