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Israel corta laços com sete organismos vinculados à ONU

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Jerusalém, 13 jan. 2026 — O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou nesta terça-feira (13) o rompimento imediato de todo contato com sete agências e entidades ligadas às Nações Unidas.

Segundo o chanceler Gideon Sa’ar, a medida foi tomada após avaliação do cenário internacional e de recentes decisões dos Estados Unidos sobre organismos multilaterais. Entre as organizações afetadas estão a ONU Mulheres e a Aliança de Civilizações.

Entidades atingidas

A lista divulgada pela chancelaria inclui:

  • ONU Mulheres;
  • Aliança de Civilizações da ONU;
  • Escritório do Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças e Conflitos Armados;
  • Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD);
  • Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (ESCWA);
  • ONU Energia;
  • Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento.

Motivos apresentados por Israel

O governo israelense afirmou que o rompimento com o Escritório para Crianças e Conflitos Armados responde à inclusão de Israel, em 2024, no rol de Estados que cometem violações graves contra menores em zonas de guerra — lista que também menciona o Estado Islâmico e o Boko Haram. Para Jerusalém, Israel é “a única democracia” citada.

Sobre a ONU Mulheres, a chancelaria acusou a agência de ignorar denúncias de violência sexual durante os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Já a Aliança de Civilizações foi descrita como “plataforma para ataques” contra o país.

No caso da UNCTAD e da ESCWA, o Ministério das Relações Exteriores alegou publicação recorrente de relatórios considerados “anti-israelenses”. Em relação ao Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento, o governo disse que o órgão “mina a capacidade de Estados soberanos de aplicar suas próprias leis migratórias”.

Possíveis novas sanções

A chancelaria informou que outras organizações internacionais permanecem sob análise e que medidas semelhantes poderão ser adotadas.

Antecedentes

O anúncio ocorre duas semanas após o Knesset aprovar, em 30 de dezembro de 2025, uma lei que declara ilegal, em território israelense, a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA). A legislação retirou a imunidade da agência, embargou seus bens e expropriou instalações em Jerusalém Oriental.

Três semanas antes da promulgação da lei, policiais e agentes municipais já haviam substituído a bandeira da ONU pela israelense na sede da UNRWA em Jerusalém Oriental. O novo marco legal também proibiu serviços de telecomunicações à agência e bloqueou suas operações financeiras.

O Ministério das Relações Exteriores reforçou que a postura contra a UNRWA e as sete agências listadas reflete “a defesa da soberania e da imagem internacional de Israel”.

Com informações de Gazeta do Povo