O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, afirmou nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, que a atuação da corte na liquidação do Banco Master foi apropriada e que não há qualquer chance de o processo ser revertido. Segundo ele, o Banco Central (BC) procedeu dentro de suas competências legais ao decretar a liquidação da instituição financeira.
Em entrevista à GloboNews, o ministro declarou que “o BC teve toda razão em liquidar o Banco Master, como faz qualquer agência reguladora”. Vital do Rêgo ressaltou que a missão do TCU é fiscalizar os atos da administração pública, sem interferir nas decisões técnicas da autoridade monetária.
Decisão sobre inspeção foi revista
Durante a semana, o relator do processo no TCU, Jhonatan de Jesus, revogou decisão individual que previa inspeção nos documentos que embasaram a liquidação, após recurso do BC e pressão do mercado. Vital do Rêgo explicou que a suspensão da inspeção até análise do plenário ocorreu para reduzir o tensionamento entre o tribunal, o Banco Central e agentes financeiros.
Fiscalização sem abalar a autonomia
O presidente do TCU adiantou que se reunirá na próxima segunda-feira, 12 de janeiro, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para definir um modelo de acompanhamento que preserve a autonomia da autoridade monetária. “Nossa prerrogativa de fiscalização deve ser cumprida, e a autonomia do banco, preservada”, declarou.
Interesse sobre recursos públicos
Vital do Rêgo negou que o TCU busque brechas jurídicas para contestar a liquidação e afirmou que, até o momento, não há indícios de utilização de recursos da União no Banco Master. Contudo, destacou o interesse público em verificar possíveis aportes de fundos de pensão, prefeituras, governos estaduais e até de instituições como o Banco de Brasília (BRB), classificado por ele como banco público.
O ministro enfatizou que “fiscalizar não significa interferir”, mas assegurar que atos do poder público obedeçam à Constituição e às leis vigentes. A decisão final sobre a liquidação, reforçou, cabe exclusivamente ao Banco Central.
Com informações de Gazeta do Povo