O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou, nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal instaure imediatamente uma sindicância para verificar a qualidade da assistência de saúde prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A decisão foi tomada após o órgão receber denúncias formais que questionam se o atendimento oferecido ao ex-chefe do Executivo atende aos padrões exigidos. Segundo o CFM, declarações públicas e intercorrências recentes envolvendo o estado clínico do paciente ampliaram a preocupação social.
Na madrugada que antecedeu o anúncio, Bolsonaro sofreu uma queda na sala especial onde está detido e, a pedido de sua defesa, passou por exames de imagem. O Conselho lembra que o ex-presidente, de 70 anos, possui histórico de múltiplas cirurgias abdominais, crises agudas, episódios de soluços persistentes e outras comorbidades ligadas à facada sofrida em 2018, fatores que, de acordo com a entidade, exigem monitoramento contínuo e assistência multidisciplinar fornecida pelo Estado, inclusive em situações de urgência.
Em nota, o CFM ressaltou que a autonomia do médico assistente é “soberana” na definição da conduta terapêutica e não pode sofrer interferência externa, por ser ato profissional protegido eticamente. O Conselho informou ainda que acompanhará o processo dentro dos limites de suas atribuições legais e reafirmou o compromisso com a boa prática médica, a ética profissional e a segurança do paciente.
Com informações de Gazeta do Povo