Washington (06.jan.2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou na noite desta terça-feira (6) que o governo provisório da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade aos EUA.
De acordo com publicação de Trump na rede Truth Social, o petróleo, atualmente sob sanções, será vendido a preço de mercado. O valor arrecadado ficará sob controle direto do presidente norte-americano, que declarou pretender utilizá-lo “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.
“Solicitei ao secretário de Energia, Chris Wright, que execute este plano imediatamente”, escreveu Trump. Segundo ele, o carregamento será transportado por navios-tanque e descarregado diretamente em portos norte-americanos.
Resposta venezuelana e contexto
Até o fechamento desta reportagem, o governo da líder interina venezuelana, Delcy Rodríguez, não havia se manifestado sobre o anúncio.
A declaração de Trump ocorre dias após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro em operação conduzida por forças dos EUA. Desde então, o presidente norte-americano voltou a criticar a nacionalização da indústria petrolífera venezuelana em 1976, classificando o ato como “roubo” contra empresas americanas.
Reservas e produção
Dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) indicam que a Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris. Apesar do potencial, o país produziu apenas 893.470 barris por dia em 2024, ocupando a 20ª posição global, segundo a plataforma Statbase. Em 1998, antes da ascensão de Hugo Chávez, a produção venezuelana alcançava 3,4 milhões de barris diários.
Planos de reconstrução
Na segunda-feira (5), em entrevista à NBC, Trump afirmou que seu governo poderá subsidiar projetos de companhias petrolíferas para recuperar a infraestrutura do setor na Venezuela. O presidente estimou que o processo poderia ser concluído em menos de um ano e meio.
Com informações de Gazeta do Povo