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TCU ordena inspeção urgente no Banco Central sobre liquidação do Banco Master

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Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, inspeção imediata no Banco Central (BC) para apurar os procedimentos que culminaram na liquidação extrajudicial do Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.

A decisão é assinada pelo ministro Jhonatan de Jesus, que pede acesso in loco a documentos sigilosos a fim de reconstruir o fluxo de supervisão entre 2019 e 2025, verificar a motivação e a proporcionalidade da medida e avaliar se houve análise de alternativas menos gravosas antes do encerramento das atividades do banco.

Motivo da investigação

O Banco Master é alvo de inquérito da Polícia Federal por suposta venda fraudulenta de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), operação que pode alcançar R$ 12 bilhões. A suspeita de irregularidades levou o Banco Central a decretar a liquidação da instituição.

Embora não tenha suspendido a liquidação, Jhonatan de Jesus indicou que o TCU poderá adotar medidas cautelares, como impedir a venda de ativos do Master, caso encontre indícios que justifiquem a preservação do patrimônio da massa liquidanda enquanto houver análise pendente.

Posicionamento do Banco Central

Em defesa encaminhada ao tribunal, o Banco Central afirmou que a liquidação decorreu de um “longo processo de supervisão”, provocado por crise de liquidez, descumprimento de normas e irregularidades detectadas. A autarquia sustenta que a decisão foi inevitável e fundamentada na legislação aplicável.

Alcance do controle externo

O ministro do TCU enfatizou que o objetivo da Corte não é substituir o papel regulador do Banco Central, mas garantir a regularidade do processo decisório quando existe potencial impacto sistêmico e risco de prejuízos significativos a credores e aos mecanismos de proteção do sistema financeiro.

Reação do setor bancário

Mais cedo, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e outras entidades do setor manifestaram “plena confiança” nas decisões técnicas do Banco Central e defenderam a manutenção da independência institucional da autoridade monetária.

As associações afirmaram que o BC realiza supervisão “exclusivamente técnica, prudente e vigilante”, voltada à solvência e à integridade do sistema financeiro nacional.

Não há prazo definido para a conclusão da inspeção do TCU.

Com informações de Gazeta do Povo