CARACAS, 2 de janeiro de 2026 – O presidente venezuelano Nicolás Maduro recebeu nesta sexta-feira (2) o diplomata chinês Qiu Xiaoqi, enviado especial do líder chinês Xi Jinping, no Palácio de Miraflores. O encontro ocorre enquanto os Estados Unidos mantêm operações aeronaval no Caribe e intensificam a pressão sobre o governo de Caracas.
Participaram da reunião a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez, o chanceler Yván Gil e o embaixador da China na Venezuela, Lan Hu. Segundo a emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV), o objetivo foi revisar a parceria bilateral, que já conta com mais de 600 acordos nas áreas de energia, infraestrutura, tecnologia e financiamento.
A visita acontece poucos meses depois de Pequim criticar o deslocamento de meios militares norte-americanos para a região, iniciado em agosto do ano passado. Autoridades chinesas classificam a operação como violação do direito internacional, especialmente após a apreensão, pelos EUA, de dois navios petroleiros que transportavam petróleo venezuelano.
Em 22 de dezembro, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reiterou a oposição de Pequim a sanções unilaterais contra a Venezuela, argumentando que tais medidas carecem de base legal e não foram aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU.
O encontro também ocorre dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um ataque com drones a uma área portuária venezuelana supostamente ligada a uma rede de narcotráfico associada ao governo Maduro. Reportagem do The New York Times atribuiu a operação à Agência Central de Inteligência (CIA), informação que não foi confirmada oficialmente por Caracas.
Não foram divulgados detalhes sobre novos acordos ou declarações conjuntas após a reunião.
Com informações de Gazeta do Povo