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Putin diz que avanço para dominar Donbas, Kherson e Zaporizhzhia segue “conforme o plano”

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O presidente russo, Vladimir Putin, declarou nesta segunda-feira (29) que a ofensiva para ocupar completamente as regiões ucranianas de Donbas, Kherson e Zaporizhzhia avança “de forma confiante”, em linha com o cronograma traçado pelo Kremlin.

Durante reunião televisionada com altos comandantes militares em Moscou, Putin reiterou a meta de anexar totalmente os territórios cuja incorporação à Federação Russa foi anunciada em 2022. Segundo ele, após a tomada das cidades de Pokrovsk e Mirnograd, as forças russas “eliminaram tropas ucranianas cercadas” e prosseguem em direção às fronteiras da região de Donetsk que ainda permanecem sob controle de Kiev.

“As perspectivas de conquista de todo o território do Donbas são favoráveis”, afirmou o líder russo, mantendo o tom otimista sobre a campanha militar que se aproxima de quatro anos.

O chefe do Estado-Maior Geral, general Valery Gerasimov, informou no encontro que o Exército ucraniano não conduz ofensivas em nenhum setor da linha de frente. “Kiev concentra-se em reforçar suas defesas e tenta retardar nosso avanço com contra-ataques pontuais e uso massivo de drones”, relatou.

A reunião ocorreu enquanto o Kremlin prepara uma segunda conversa telefônica entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para acontecer “muito em breve”, segundo o porta-voz Dmitry Peskov.

Na véspera, Trump recebeu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Flórida. Ambos indicaram progresso rumo a um acordo de paz, mas reconheceram que pontos sensíveis permanecem em aberto.

Zelensky detalhou que ainda faltam consenso sobre dois temas: a operação da usina nuclear de Zaporizhzhia — a maior da Europa, ocupada pela Rússia — e o futuro dos territórios atualmente sob controle russo. “O plano está 90% pronto”, disse o líder ucraniano.

Estudo do projeto acadêmico Russia Matters, ligado à Universidade Harvard, estima que Moscou domina cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014.

A invasão em larga escala da Ucrânia teve início em fevereiro de 2022 e completará quatro anos no próximo mês.

Com informações de Gazeta do Povo