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Pressão dentro das Forças Armadas pode derrubar Maduro, diz analista

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O analista militar Paulo Roberto da Silva Gomes Filho afirmou, durante o programa Última Análise desta quinta-feira (11), que a permanência de Nicolás Maduro no comando da Venezuela pode ser encerrada por um levante interno. “Certamente há possibilidade de uma dissonância dentro das próprias Forças Armadas que resulte na queda do governo”, disse. Para o especialista, um motim doméstico é mais provável do que uma invasão terrestre conduzida por potências estrangeiras.

Brasil entra no radar para eventual asilo

A discussão ganhou novo fôlego depois de Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, lembrar que o asilo político é “instituição latino-americana” que serve “tanto à direita quanto à esquerda”. A fala suscitou a hipótese de o Brasil receber Maduro, a exemplo do abrigo concedido recentemente à ex-primeira-dama peruana Nadine Heredia, condenada por lavagem de dinheiro.

Para o professor da FGV Daniel Vargas, a declaração de Amorim soou mais como um convite indireto do que como recusa a discutir o tema. “Nós conhecemos o Amorim e sabemos qual é a sua postura na orientação diplomática do governo Lula perante o mundo”, comentou.

Prioridade dos EUA na região

Na avaliação do programa, os Estados Unidos têm reposicionado a América Latina como prioridade estratégica, buscando conter a influência da China e enfrentar problemas como narcotráfico e imigração ilegal. Segundo o ex-presidente Donald Trump, o próximo alvo de Washington poderia ser o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.

Confronto STF x Congresso após caso Zambelli

A edição também abordou o desgaste entre Câmara dos Deputados e Supremo Tribunal Federal (STF) depois de a Câmara rejeitar, na madrugada de quinta-feira (11), o pedido de cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Apesar da decisão, o ministro Alexandre de Moraes considerou a votação “nula” e manteve a perda imediata do mandato, acirrando o clima de confronto entre os Poderes.

Para o escritor Francisco Escorsim, a reação do Judiciário expôs “guerra institucional declarada”, diante do que classificou como “pusilanimidade” do Legislativo.

Com informações de Gazeta do Povo