Caracas – O governo de Nicolás Maduro iniciou nesta semana a entrega de armamentos a integrantes civis da Milícia Bolivariana nos 29 municípios do estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos reforçam sua presença militar na América Latina por meio da Operação Southern Spear.
A medida foi anunciada pelo general Michell Leonardo Valladares Molina, chefe da Zona Operativa de Defesa Integral (ZODI) de Táchira. Segundo o oficial, a distribuição envolve “não apenas militares, mas o poder popular organizado”, com o objetivo declarado de garantir a defesa territorial venezuelana.
Valladares Molina informou que o estado conta com aproximadamente 13 mil combatentes distribuídos entre as Forças Armadas, a Milícia Bolivariana e órgãos de segurança. De acordo com o general, todos os municípios de Táchira “dispõem de suas armas para a proteção do território”.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento da tensão com Washington. Na mesma semana, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, chegou ao Caribe como parte da Operação Southern Spear, conduzida pelo Comando Sul dos Estados Unidos.
Em publicação na rede social X na quinta-feira (13), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que a operação visa “defender a pátria, eliminar narcoterroristas do hemisfério e proteger o povo americano das drogas que o estão matando”. O governo norte-americano sustenta que a ação integra sua campanha regional de combate ao narcotráfico.
O Palácio de Miraflores, porém, interpreta o movimento como ameaça à soberania venezuelana. Também na quinta-feira, Maduro acusou os EUA de tentar desestabilizar o país e convocou a juventude chavista a jurar lealdade, afirmando que é preciso “dar a vida pela defesa da pátria”.
Com informações de Gazeta do Povo