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Rubio afirma que EUA têm legitimidade para ações militares contra narcotráfico e lembra que Maduro é procurado pela Justiça americana

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que Washington “tem todo o direito” de realizar operações militares no próprio hemisfério para combater o tráfico de drogas. A afirmação foi feita na quarta-feira (12) durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do G7, realizada em Niagara-on-the-Lake, no Canadá.

Rubio disse que a legalidade dos ataques a embarcações no Caribe não foi tema de discussão no encontro. “Ninguém abordou isso comigo. Talvez tenham conversado entre eles, mas não nas reuniões de ontem à noite nem de hoje”, afirmou.

O secretário enviou um recado a eventuais críticos europeus. “Não creio que a União Europeia possa definir o que é direito internacional. Certamente não pode determinar como os Estados Unidos defendem sua segurança nacional”, disse. Segundo Rubio, o país está sendo atacado por “organizações criminosas terroristas” e o presidente Donald Trump responde “em defesa do nosso país”.

Ele negou que o Reino Unido tenha interrompido o compartilhamento de informações com Washington. “Nada mudou que impeça a capacidade dos Estados Unidos de agir. Continuamos a manter uma parceria muito forte com o Reino Unido”, garantiu.

Rubio descreveu o narcotráfico regional como uma “indústria que inunda nosso país com heroína, cocaína e fentanil”. Acrescentou que o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, é visto por Washington como uma organização criminosa e lembrou que o líder chavista permanece indiciado pela Justiça americana. “Eles não têm um governo legítimo; é uma rede de narcotráfico”, frisou.

Além dos chanceleres do G7, participaram do encontro a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, o ministro brasileiro Mauro Vieira e representantes de Ucrânia, México, Austrália, Índia, Arábia Saudita, Coreia do Sul e África do Sul.

Com informações de Gazeta do Povo