Os dez países que integram a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) repudiaram nesta quinta-feira (1º) a interceptação, pela Marinha de Israel, da Flotilha Global Sumud, que seguia rumo à Faixa de Gaza com suprimentos humanitários. Em nota oficial, o bloco classificou a operação como “terrorismo de Estado”, “pirataria moderna” e “violação flagrante do direito internacional”.
Conduzida por Venezuela, Cuba e Nicarágua — governos apontados como ditaduras por entidades internacionais —, a Alba acusou Israel de “assédio”, corte de comunicações e detenção “ilegal” da tripulação. Segundo o comunicado, a flotilha tinha como objetivo “romper o bloqueio genocida” imposto ao território palestino.
A aliança é formada por Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Dominica, Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Névis, Granada e Santa Lúcia. O grupo pediu à comunidade internacional que denuncie a operação israelense e pressione pela libertação imediata dos detidos.
Ao todo, 41 embarcações foram abordadas e cerca de 400 ativistas foram presos. Israel considerou a missão uma provocação por desrespeitar o bloqueio naval em vigor. Antes da abordagem, os organizadores rejeitaram propostas de descarregar a carga no Chipre ou no porto israelense de Ashdod.
A sueca Greta Thunberg, referência no movimento ambientalista, aparece como uma das líderes da expedição. Em junho deste ano, ela já havia tentado levar ajuda à região, mas foi impedida pelas autoridades israelenses.
Críticas à operação também vieram de países latino-americanos fora da Alba. No mesmo dia, o presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou a expulsão de diplomatas israelenses e a suspensão do tratado de livre comércio entre Bogotá e Tel Aviv. O governo brasileiro igualmente manifestou reprovação ao ato.
Com informações de Gazeta do Povo