Xu Yan, uma destacada defensora dos direitos humanos e da fé cristã na China, está enfrentando um novo revés em sua carreira. Apesar de ter sido aprovada no exame nacional de qualificação legal em 2022, as autoridades de Pequim se negam a processar seu pedido para obter as credenciais legais necessárias.
No dia 2 de novembro, Yu Wensheng, marido de Xu e também advogado de direitos humanos, informou que o Departamento Municipal de Justiça de Pequim reafirmou sua decisão de não conceder a Xu o certificado de qualificação profissional. Segundo Yu, essa negativa se baseia em uma condenação criminal que ocorreu após a aprovação no exame, o que ele considera uma aplicação inadequada das regulamentações legais.
Xu Yan e Yu Wensheng foram presos em 13 de abril de 2023 enquanto se dirigiam a um evento da União Europeia em Pequim. Em 29 de outubro de 2024, ambos foram condenados por “incitar a subversão do poder do Estado”. Xu cumpriu uma pena de um ano e nove meses e foi liberada em janeiro de 2025, enquanto Yu terminará sua pena em 13 de abril de 2026.
A detenção do casal teve um impacto significativo em seu filho, que na época havia acabado de completar 18 anos. Relatos da ChinaAid indicam que ele enfrentou problemas psicológicos graves durante a prisão dos pais.
A disputa sobre as credenciais legais de Xu começou em 14 de agosto, quando ela solicitou a qualificação profissional. O departamento de justiça negou seu pedido com base em uma norma que proíbe condenados por crimes intencionais de se registrarem para o exame. Yu argumenta que Xu era elegível no momento do registro e que a condenação ocorreu posteriormente.
“A sentença de prisão terminou, mas a punição invisível continua através do sistema. O direito de Xu ao emprego foi retirado, e o alcance excessivo do poder administrativo está transformando as proteções do estado de direito em direitos concedidos seletivamente”, afirmou Bob Fu, presidente da ChinaAid.
No dia 28 de setembro, Xu e Yu compareceram ao Ministério da Justiça para solicitar uma reconsideração da recusa. Embora seus documentos tenham sido aceitos, não receberam confirmação oficial. No dia seguinte, Yu apresentou queixas formais contra o departamento de justiça, alegando abuso de poder.
O caso de Xu Yan ilustra os desafios enfrentados por cristãos na China, que frequentemente são alvo de discriminação e perseguição devido à sua crença religiosa. Para mais detalhes sobre situações semelhantes, acesse nossa seção de Perseguição Religiosa.
Fonte: Gospel Mais.









