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Voo de Flávio Bolsonaro para Miami custou US$ 150 mil, revela empresário

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para Miami, na Flórida, em um voo que custou US$ 150 mil, conforme revelou Luis Grande, empresário argentino e proprietário da Baires Fly, responsável pelo jato. O valor teria sido pago por um intermediário do fretamento aéreo, que reside nos Estados Unidos.

Em entrevista à agência de notícias francesa AFP, Grande afirmou que conhece o broker há dez anos e detalhou que o pagamento foi feito de uma conta bancária americana para uma conta na Argentina. A viagem ocorreu logo após a reeleição do presidente Lula.

A Polícia Federal (PF) investiga o trajeto percorrido por Flávio, que saiu de Brasília e se dirigiu à ponte Tancredo Neves, que conecta Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na Argentina. Fontes indicam que pode ter ocorrido uma parada em uma fazenda na região. As investigações buscam identificar uma possível rede de apoio financeiro e logístico que facilitou a travessia do senador, que percorreu 1.570 km sem ser detectado pelas autoridades.

O jato Gulfstream G400, fabricado em 2004 e avaliado entre US$ 7 milhões e US$ 9 milhões, tem um histórico de 9.200 horas de voo e 4.048 pousos. Segundo informações da Folha de São Paulo, a aeronave está à venda.

O trajeto do jato começou no Rio de Janeiro, onde pousou no dia 20 de outubro, cinco dias antes do segundo turno das eleições. Após uma breve estadia, a aeronave partiu para Buenos Aires e, posteriormente, para Córdoba, retornando em 24 de outubro, dia em que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defendeu que Flávio deixasse o Brasil caso não fosse eleito.

No domingo do segundo turno, o jato permaneceu em Buenos Aires e, na noite seguinte à eleição, seguiu para Puerto Iguazú, de onde Flávio embarcou para Guayaquil, no Equador, e, em seguida, para Miami. Essa viagem ocorreu cerca de 11 horas após o senador ter sido intimado pela Justiça.

Flávio desembarcou no Aeroporto Executivo Opa Locka por volta das 10h30, onde foi protegido por guarda-chuvas para evitar que a imprensa o fotografasse. O jato seguiu para o Aeroporto Executivo de Fort Lauderdale em um voo de menos de 10 minutos.

A saída do Brasil aconteceu após uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a entrega do passaporte de Flávio, o que não ocorreu. Quando o prazo expirou, a aeronave já estava em Puerto Iguazú há várias horas.

O documento de voo indica que Flávio utilizou seu passaporte italiano para deixar a Argentina, enquanto seus familiares apresentaram documentos brasileiros. Ao entrar nos Estados Unidos, ele apresentou um passaporte diplomático brasileiro que havia sido cancelado pela Polícia Federal.

Fonte: Gazeta Do Povo.