Estados Unidos – O ex-linebacker universitário e ator Jed Hill, 41 anos, encontrou um novo rumo após uma sequência de traumas, vícios e uma tentativa de suicídio na prisão. Hoje, ele exerce o ministério pastoral e afirma ter perdoado o pai, a quem atribui anos de abusos na infância.
Infância marcada por violência doméstica
Jed cresceu em um lar onde, segundo ele, o pai era negligente e violento. “Chegávamos em casa e ele simplesmente começava a bater”, relatou à CBN News. O esporte surgiu como tentativa de conquistar a aprovação paterna: “Eu nem gostava de futebol; jogava porque queria ouvir meu pai dizer que tinha orgulho de mim”.
Ascensão e queda nos campos
Nos anos 2000, Hill brilhou no futebol americano universitário diante de estádios cheios, a ponto de alcançar a NFL. Mesmo assim, o reconhecimento familiar não veio. Uma grave lesão o tirou do draft e o manteve nove meses em reabilitação. “Num momento me senti no topo; no seguinte, o mundo estava sobre mim”, relembrou.
Modelo, ator e novo acidente
Afastado do esporte, Jed migrou para o mercado de moda, estampando capas de revistas, e mais tarde para Hollywood. A sensação de vazio, porém, persistia. Em 2010, a caminho de uma audição, ele sofreu um acidente de moto após um carro avançar o sinal vermelho, fraturando costelas e mandíbula.
Dependência química, crime e prisão
Durante a recuperação, Jed recebeu opioides fortes e acabou viciado. Para manter o consumo, passou a vender drogas e roubar, sendo preso e condenado. Na cela, decidiu tirar a própria vida: amarrou lençóis no beliche e se enforcou. Foi reanimado após ficar sem batimentos e despertou seis dias depois, já no hospital.
A virada no leito
Ali, uma enfermeira lhe apresentou o Evangelho e entregou um Novo Testamento. “Minha visão de Deus estava nublada pela relação com meu pai”, contou. Lendo versos como João 3:16, Hill disse ter sentido “o amor e a compaixão que nunca havia experimentado”. Ainda no hospital, entregou sua vida a Cristo.
Ministério e reconciliação familiar
Recuperado, Jed abandonou o vício, formou-se em teologia e hoje atua como pastor. Durante uma pregação, seu pai foi ao altar e também se converteu. “Perdoei 100%. Deus restaurou nossa relação”, afirmou o ex-atleta, que usa seu testemunho para falar sobre restauração e prevenção ao suicídio.
Em casos de ideação suicida, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende 24 horas pelo telefone 188 e pelo site cvv.org.br.
Com informações de Guiame