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Um ano sem voz digital: bloqueio de Bolsonaro nas redes sociais completa 12 meses

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O veto imposto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impede o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de usar redes sociais — diretamente ou por meio de terceiros — completou um ano neste fim de semana. A restrição foi determinada em 18 de julho de 2025 e segue válida, impactando a articulação política do ex-chefe do Executivo e de seus aliados.

A decisão antecedeu a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por suposta liderança de uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, julgamento concluído cerca de dois meses depois. Na época, Moraes avaliou que o então presidente utilizava as plataformas digitais para ampliar declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em defesa de pressões internacionais contra autoridades brasileiras e contra o próprio STF.

No Partido Liberal e entre simpatizantes, a medida é classificada como uma “morte digital”. Dirigentes alegam que Bolsonaro perdeu a capacidade de pautar debates, mobilizar apoiadores e manter o alto engajamento que sempre possuíra nas redes.

Última postagem e novas punições

O último conteúdo publicado por Bolsonaro — em 17 de julho de 2025 — foi a reprodução de uma carta de apoio do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considerou o tratamento dado ao aliado uma “vergonha internacional”. Desde então, nenhum novo material foi veiculado.

Em 13 de julho deste ano, Moraes suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai. O ministro entendeu que o parlamentar descumpriu a decisão judicial ao divulgar, em redes sociais, uma carta manuscrita por Jair Bolsonaro após visita à prisão domiciliar. No texto, o ex-presidente designa Flávio como porta-voz e convoca apoiadores a se unirem em torno da candidatura do senador ao Palácio do Planalto.

Para Moraes, a visita teve “finalidade diversa da autorizada” e buscou burlar a proibição de comunicação virtual. Ele afirmou que a conduta configurou “ostensivo desvio de finalidade” do direito de visita.

Violações anteriores

Não foi o primeiro episódio considerado infrator. Em agosto de 2025, durante ato público no Rio de Janeiro, Flávio colocou o pai em viva-voz para cumprimentar manifestantes, mesmo com o veto em vigor. A gravação foi depois publicada no Instagram do senador. O episódio levou Moraes a decretar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro antes do término do julgamento sobre a suposta trama golpista, sob o argumento de que o ex-presidente produziu “material pré-fabricado” para pressionar o STF e obstruir a Justiça.

Passados 12 meses, a proibição nas redes segue ativa e é apontada por aliados como um dos principais obstáculos à estratégia eleitoral do PL em 2026.

Com informações de Gazeta do Povo