No dia 16 de outubro de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, autorizou a coligação Brasil Pronto Para Mais a retirar o canal do WhatsApp “Exército do Lula” do registro oficial da campanha. Essa decisão ocorreu após a aprovação de novas diretrizes para canais de WhatsApp durante o período eleitoral.
O canal, que conta com cerca de 5 milhões de membros, foi alvo de discussões judiciais. A coligação argumentou que o canal não representa uma estrutura oficial de campanha. O grupo é composto pelo PT, PCdoB, PV, PSB, PDT e a Federação Psol-Rede.
A autorização de Nunes Marques seguiu a nova regulamentação aprovada pelo TSE no mesmo dia, que estabelece que canais de WhatsApp devem estar vinculados às campanhas eleitorais sob certas condições, como apoio financeiro e divulgação em canais oficiais. No entanto, a coligação defendeu que o “Exército do Lula” foi criado e é gerido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), sem envolvimento direto da campanha.
A defesa da coligação sustentou que o canal não deve ser considerado um meio de comunicação da campanha, pois não atende aos critérios estabelecidos. O ministro Nunes Marques concordou com essa lógica, ressaltando que a própria vinculação do canal ao registro ocorreu a partir de uma determinação do TSE, permitindo assim a solicitação de desvinculação pela coligação.
“A comunicação do endereço eletrônico do canal ‘Exército do Lula’ foi realizada pela campanha em cumprimento à determinação anteriormente proferida. Assim, é apropriado facultar à coligação a possibilidade de reavaliar sua manutenção”, afirmou o ministro.
Essa decisão pode impactar a estratégia de comunicação da campanha de Lula nas próximas etapas eleitorais.
Fonte: Revista Oeste.









