O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026, que o acordo de cooperação nuclear civil em negociação com a Arábia Saudita só será implementado se o reino estabelecer relações diplomáticas formais com Israel.
Em publicação na rede Truth Social, Trump ressaltou que o pacto “não prevê enriquecimento de urânio” e está “totalmente condicionado” à adesão saudita aos Acordos de Abraão — iniciativa mediada por ele durante o primeiro mandato (2017-2021) que levou Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Marrocos e Sudão a reconhecerem Israel.
As tratativas entre Riad e Tel Aviv encontram-se paralisadas desde o início da guerra entre Israel e o grupo Hamas, na Faixa de Gaza, em 2023, conflito atualmente sob cessar-fogo.
Trump acrescentou que Washington “não se opõe a instalações nucleares para fins civis”, desde que não incluam enriquecimento de combustível. Além da exigência diplomática, o acordo ainda precisa ser analisado e aprovado pelo Congresso norte-americano.
Na véspera, quarta-feira (22), o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e o ministro saudita de Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, assinaram o chamado Acordo 123. Segundo comunicado do governo americano, o documento concede às empresas dos Estados Unidos amplo acesso ao programa nuclear civil saudita, sob elevados padrões de segurança, proteção e não proliferação.
Embora Washington e Riad enfatizem o caráter pacífico da cooperação, o anúncio gerou inquietação em setores políticos de Israel, que temem o início de uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio.
Com informações de Gazeta do Povo