Washington, 20 de julho de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta segunda-feira (20) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será preso caso visite o país.
A declaração, publicada em série de mensagens na rede Truth Social, foi uma resposta direta ao prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani. Em entrevista a um podcast do The New York Times, Mamdani disse avaliar a possibilidade de ordenar a prisão de Netanyahu durante a Assembleia Geral da ONU, prevista para setembro.
Netanyahu é alvo de um mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza, hoje sob cessar-fogo. Nem Estados Unidos nem Israel reconhecem a jurisdição do tribunal.
“Benjamin Netanyahu não será preso, de jeito nenhum, enquanto estiver nos Estados Unidos”, escreveu Trump. Segundo o republicano, o líder israelense “luta contra a República Islâmica do Irã”, país que, de acordo com ele, “matou 52 mil manifestantes inocentes” e vem atacando militares norte-americanos “há 47 anos”. Trump acrescentou que “quem deveria ser preso” são os responsáveis por permitir que o Irã chegasse a essa “espiral de morte e destruição sem precedentes”.
Nova ameaça ao Irã
Em postagem separada, o presidente prometeu retaliação pelas mais recentes baixas norte-americanas no conflito em curso contra o regime iraniano. Três militares dos EUA morreram em dois dias de combates no norte do Iraque e na Jordânia, elevando para 17 o total de mortos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
“Toda vez que o Irã matar um soldado americano, pagará caro, muitas vezes mais”, escreveu Trump, informando que a ordem já foi repassada ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, general Daniel Caine, e a demais comandantes.
Até o momento, Teerã não se pronunciou sobre as declarações do presidente norte-americano.
Com informações de Gazeta do Povo