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Transparência Internacional solicita afastamento de Gonet do caso Master

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A Transparência Internacional no Brasil fez um apelo nesta sexta-feira, 25, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que se declare impedido de participar das decisões relacionadas ao caso Master. A solicitação surge devido à alegada proximidade de Gonet com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em decorrência das investigações.

A entidade destacou que, mesmo não havendo indícios concretos de favorecimento a Vorcaro, a aceitação de viagens e eventos luxuosos por parte de Gonet levanta preocupações sobre possíveis conflitos de interesse.

A manifestação da Transparência Internacional ocorreu no mesmo dia em que o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) analisou a atuação de Gonet. O subprocurador-geral da República, Francisco Sanseverino, relator do caso, votou contra a abertura de investigação e rejeitou o pedido de afastamento de Gonet das apurações.

A organização também observou que não há evidências de que Gonet ou seus familiares tenham recebido qualquer benefício financeiro de Vorcaro ou de empresas associadas a ele. Contudo, a Transparência Internacional considerou preocupante a aceitação de presentes de um empresário com um histórico de má reputação, como Vorcaro, que já havia sido alvo de pedidos de prisão em 2019.

Além do caso Master, a entidade criticou a condução de Gonet em investigações envolvendo membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Transparência Internacional, as principais preocupações não são sobre um possível favorecimento a Vorcaro, mas sobre a falta de ação diante de indícios de crimes graves envolvendo ministros da Corte.

A organização também mencionou um relatório da Polícia Federal que envolve o ministro Alexandre de Moraes, no qual o nome de Gonet é citado. A Transparência Internacional argumenta que o arquivamento de apurações nesse contexto suscita sérias questões sobre conflitos de interesse.

Por fim, a Transparência Internacional propõe mudanças nas normas que regem o comportamento dos membros do Ministério Público, incluindo orientações para prevenir conflitos de interesse e uma revisão das regras sobre decisões de arquivamento de processos pela Procuradoria-Geral da República.

Fonte: Revista Oeste.

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