Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, o arquivamento do inquérito que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem (PL-RJ) no caso conhecido como “Abin paralela”.
Segundo Moraes, os dois já foram condenados pela Primeira Turma do STF pelos mesmos fatos na ação penal que trata da suposta tentativa de golpe de Estado, razão pela qual não há justificativa para manter a apuração em curso.
Outro destino para investigados sem foro
Na mesma decisão, o ministro determinou o envio dos autos ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em relação ao ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) e demais envolvidos que não possuem foro por prerrogativa de função no Supremo.
Esquema de monitoramento ilegal
O inquérito apurava a existência de um esquema instalado na Abin, então comandada por Ramagem, para monitorar ilegalmente opositores políticos entre 2019 e 2021. O grupo teria utilizado o software espião FirstMile, capaz de rastrear a geolocalização de celulares em tempo real.
Entre os alvos estariam quatro ministros do STF — Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux e o agora aposentado Luís Roberto Barroso —, além do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), jornalistas e servidores públicos. Relatório da Polícia Federal indica que a iniciativa buscava desacreditar a Justiça Eleitoral e contribuir para a alegada trama golpista.
Com a decisão, Bolsonaro e Ramagem deixam de responder por esses fatos no Supremo, enquanto os demais investigados continuam sob análise do TRF-1.
Com informações de Gazeta do Povo