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Senadores dos EUA solicitam que Trump aborde a situação dos cristãos presos na China com Xi Jinping

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A visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos trouxe à tona a questão da liberdade religiosa na China, especialmente em relação aos cristãos perseguidos. Um grupo de dez senadores americanos, de diferentes partidos, enviou uma carta ao presidente Donald Trump, solicitando que ele aborde a situação dos cristãos detidos em suas reuniões com Xi em Washington.

Os senadores Ted Budd, republicano da Carolina do Norte, e Tim Kaine, democrata da Virgínia, lideraram a iniciativa, que contou com o apoio de outros oito parlamentares: Chuck Grassley, Jeff Merkley, Roger Wicker, Peter Welch, Katie Britt, Tim Scott, James Lankford e Ted Cruz.

Na carta, eles pedem que Trump mantenha a liberdade religiosa como um dos tópicos de discussão e exija o fim da perseguição a grupos religiosos na China. Além disso, solicitam a libertação de indivíduos que, segundo os senadores, estão encarcerados injustamente por praticarem sua fé e que os detidos recebam tratamento humano.

Entre os casos mencionados estão os do pastor Gao Quanfu e sua esposa, Pang Yu, e do pastor Tang Bingyi, que estão ligados à Light of Zion Church, em Xi’an. Os senadores também destacaram a situação de oito líderes da Igreja Zion, em Pequim, que permanecem detidos.

A liberdade do pastor Ezra Jin, fundador da Igreja Zion, após 266 dias de prisão, foi atribuída a esforços anteriores de Trump em negociações com Xi. No entanto, os senadores ressaltam que a liberação de Jin não encerra a luta, pedindo que outros casos sejam igualmente discutidos.

O apelo dos senadores não se limita aos cristãos. Eles também mencionaram a situação de budistas tibetanos, muçulmanos uigures e praticantes do Falun Gong, ressaltando a necessidade de atenção a várias comunidades religiosas e étnicas.

Simultaneamente, a organização ChinaAid pediu a Trump que interceda pelo pastor John Cao, que enfrenta câncer de próstata em estágio avançado. Cao, que cumpriu sete anos de prisão na China, continua impedido de deixar o país devido à retenção de seu passaporte pelas autoridades.

A situação é considerada urgente, já que Cao deseja retornar aos Estados Unidos para se tratar e reencontrar sua família. O fundador da ChinaAid, Bob Fu, tentou entregar uma petição na Embaixada da China em Washington, a qual reúne assinaturas em apoio ao pastor.

A mobilização em defesa dos cristãos na China ocorre em meio a uma visita de Estado de Xi, a primeira desde 2015, em um cenário de negociações complexas entre os dois países sobre comércio, Taiwan, Irã e direitos humanos.

Fonte: Folha Gospel.

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