O senador eleito Ubiratan Sanderson (PL), do Rio Grande do Sul, participou de uma entrevista ao Jornal da Oeste no dia 7 de outubro de 2026, onde discutiu a nova formação do Congresso Nacional e a possibilidade de instaurar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Sanderson declarou que não vê condições morais para a permanência de alguns deles no cargo.
Na sua perspectiva, o futuro dos processos de impeachment está diretamente ligado à escolha do novo presidente do Senado. Ele ressaltou a importância da eleição de Flávio Bolsonaro para essa posição, afirmando que é necessário um presidente que respeite a Constituição e não tenha vínculos comprometedores.
“Se a pessoa eleita não for um prevaricador, o processo de impeachment será instaurado. É importante esclarecer que isso não significa que o impeachment será realizado. Não estamos buscando vingança, mas fazendo uma análise política”, afirmou Sanderson.
O senador também explicou que o julgamento no Senado será de natureza política e não penal, e que a questão central a ser avaliada é a falta de condições morais para que os ministros continuem exercendo suas funções. Ele enfatizou que, após o processo, os ministros ainda poderão ser responsabilizados judicialmente.
Em relação ao resultado do primeiro turno das eleições, Sanderson comentou que a população está cansada da política populista e irresponsável, associando o atual governo à falta de progresso. Ele acrescentou que a aliança entre o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes não tem mais chances de sucesso.
O senador também listou reformas que, segundo ele, devem ser priorizadas em um novo governo, como o fim do foro privilegiado, a discussão sobre a reeleição e a modernização do serviço público.
Fonte: Revista Oeste.









