A empresária e lobista Roberta Luchsinger anunciou que pretende processar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela alega que seus documentos pessoais foram entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem sua autorização.
Em vídeos divulgados nas redes sociais na sexta-feira, 23, Luchsinger afirmou que não deu consentimento para o uso de informações protegidas por segredo de Justiça e que consultará seus advogados para discutir possíveis ações legais, incluindo medidas no Supremo Tribunal Federal e na Polícia Federal.
“Não autorizei nada, não faço parte dessa patifaria”, disse. “Não faço parte desse teatro”, acrescentou, expressando sua indignação com a situação.
A controvérsia surgiu após a entrega, na quinta-feira, 22, de documentos relacionados a um acordo de divulgação de informações sigilosas entre Lula e Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Essa negociação foi iniciada após Lula desafiar Bolsonaro a tornar públicos dados bancários e telefônicos durante o último debate da Band, realizado no dia 18. Flávio aceitou, mas exigiu que fossem incluídas informações sobre pessoas próximas ao presidente, incluindo Roberta Luchsinger.
O senador condicionou sua participação ao acordo à inclusão de dados de associados a Lula, como Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Roberta. A campanha petista, então, apresentou os documentos ao TSE.
Em suas postagens, Roberta criticou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e outros membros da campanha de Lula. Ela questionou como documentos vinculados a uma investigação sigilosa foram parar nas mãos da campanha e exigiu esclarecimentos sobre a origem do material.
Roberta também afirmou ter tomado conhecimento da situação por meio das redes sociais e classificou a ação como “no mínimo criminosa”.
Até o momento, não há confirmação de que os documentos entregues ao TSE foram retirados do inquérito sigiloso que envolve Roberta, que está sendo investigada pela Polícia Federal por suspeitas de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
A proximidade da empresária com o filho mais velho de Lula também está sob análise.
Fonte: Revista Oeste.









