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Psiquiatra dos EUA liga dores crônicas a emoções contidas e propõe tratamento sem cirurgia

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Washington (EUA) – Dores persistentes no pescoço, costas ou joelhos nem sempre começam no local onde se manifestam. A afirmação é do psiquiatra norte-americano Daniel Amen, fundador da rede Amen Clinics, que relaciona sofrimento físico à forma como o cérebro processa emoções reprimidas.

Em entrevista à CBN News, Amen citou dados que apontam que mais de 20% da população dos Estados Unidos convive com algum tipo de dor crônica, sendo a lombar a mais comum. Segundo ele, exames de imagem como a ressonância magnética nem sempre explicam o problema. “Oito em cada dez pessoas da minha idade – tenho 70 anos – apresentam alterações na coluna sem sentir nada”, exemplificou.

Programa alia neurociência e princípios bíblicos

O especialista desenvolveu um protocolo que une estudos sobre funcionamento cerebral a textos bíblicos. A proposta está descrita no livro “Mude seu cérebro, mude sua dor: Quebrando o ciclo vicioso para curar a dor crônica física e emocional”, no qual defende a avaliação da saúde mental antes de procedimentos invasivos.

Ao comparar seu método com cirurgias indicadas após ressonâncias anormais, Amen relatou resultados semelhantes de eficácia, porém com “21 vezes menos efeitos colaterais”. Ele alertou ainda para os impactos da anestesia geral, associada a problemas de memória em adultos e de aprendizagem em crianças.

Raiva contida e pensamentos negativos ampliam o incômodo

Para o psiquiatra, sentimentos suprimidos, especialmente a raiva, provocam tensão muscular que agrava a dor. Depressão e ansiedade também alimentam o ciclo por ativarem as mesmas vias neurais do desconforto físico. “Bons antidepressivos reduzem dor na coluna porque atuam nesses circuitos”, observou.

Citando Romanos 12:2 (“renovação da mente”) e Filipenses 4:8 (focar no que é verdadeiro e digno de louvor), Amen estimula pacientes a treinarem o pensamento para fugir da negatividade, prática que, segundo ele, potencializa o alívio.

Hábitos para proteger o cérebro

O programa inclui recomendações de sono adequado, atividade física regular, corte de ultraprocessados e identificação de gatilhos emocionais. “Se você lembra que Deus criou seu corpo para se curar, isso ajuda”, declarou.

Embora milhões optem por cirurgias, medicamentos ou injeções, o médico sustenta que otimizar e equilibrar o cérebro – onde a dor é processada – pode oferecer caminho mais natural de recuperação.

Com informações de Guiame