A professora cristã Anita Meston, com 28 anos de experiência na educação, entrou com um processo judicial contra a Biddick Academy, situada em Washington, Reino Unido. Sua demissão ocorreu após manifestar opiniões pessoais durante uma aula de história, em resposta a perguntas de alunos.
O incidente se deu em uma discussão sobre o bombardeio de Dresden na Segunda Guerra Mundial, quando Meston expressou apoio a Israel e lamentou as mortes de civis em Gaza. Ao ser questionada sobre sua posição em relação ao aborto, a professora se declarou pró-vida, afirmando que sua visão está ligada à sua fé cristã e às experiências de mulheres sobre o tema. A conversa foi relatada pelo jornal The Telegraph.
Um dia após a aula, a direção da escola convocou Meston para uma reunião, onde anunciou sua demissão, alegando que ela havia compartilhado opiniões políticas que poderiam causar desconforto aos alunos. A administração expressou preocupação com a possibilidade de que a postura da professora afetasse a segurança emocional dos estudantes.
Meston, em sua defesa, demonstrou estar profundamente abalada com a decisão. “Não acho que seja papel de um professor impor crenças não relacionadas ao conteúdo das aulas. Apenas reconheci as perguntas dos alunos e ofereci respostas sinceras antes de retornar ao tema principal. O que fiz é censura, e isso não pode ser aceito”, afirmou.
A docente argumenta que sua demissão configura discriminação religiosa, protegida pela Lei da Igualdade. O caso conta com o apoio da organização Alliance Defending Freedom, que defende a liberdade de expressão. O advogado Jeremiah Igunnubole enfatizou a importância de permitir debates em sala de aula, afirmando que expressar opiniões pró-vida não deveria resultar em demissão.
Os representantes da North East Learning Trust, rede à qual a escola pertence, informaram que não podem comentar sobre o caso específico, mas reiteraram o compromisso com um código de conduta que visa garantir a segurança dos alunos. Uma audiência preliminar do processo está agendada para 16 de outubro de 2026 no Tribunal do Trabalho.
Fonte: Folha Gospel.









