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STF autoriza PF a vasculhar casa de Bolsonaro em busca de armas

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A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira, 8 de julho de 2026, buscas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mantém o político em prisão domiciliar humanitária.

De acordo com o advogado João Henrique de Freitas, que auxilia a defesa de Bolsonaro, o mandado determinava a apreensão de armas, munições, acessórios e documentos de registro. O defensor afirma que a localização de todos os itens já havia sido comunicada previamente ao STF.

“Nada foi encontrado. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, declarou Freitas em rede social. O advogado Paulo Cunha Bueno, responsável pela banca principal de defesa, não se pronunciou até o momento.

A reportagem aguarda posicionamento da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal sobre o resultado oficial da operação.

Mandado envolve 11 armas; defesa contesta

Na decisão, Moraes ordenou a apreensão de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro e revogou seu Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Inicialmente, o ministro listou 11 armas — entre pistolas, carabinas e espingardas — além de uma pistola Glock apreendida com um militar da equipe de segurança do ex-presidente.

A defesa sustenta que o total real é de 10 armas, pois uma das pistolas Glock já havia sido recolhida anteriormente pela Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo os advogados, duas armas estão sob guarda da Polícia Federal e outras oito permanecem no Batalhão de Polícia do Exército.

Arsenal sob verificação do Exército

Posteriormente, o Exército informou não ter localizado uma pistola Glock e uma espingarda registradas em nome de Bolsonaro. Os advogados explicam que a Glock está apreendida pela Polícia Civil e que a espingarda encontra-se em uma empresa importadora de armamentos em Caxias do Sul (RS) para manutenção; os esclarecimentos foram encaminhados a Moraes.

A Procuradoria-Geral da República e o STF ainda analisam a documentação apresentada pela defesa e os relatórios dos órgãos de segurança.

Críticas de Carlos Bolsonaro

Carlos Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-presidente, classificou a operação como “tortura” e afirmou que “ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, quando recebeu alta hospitalar.

Com informações de Gazeta do Povo