Manifestações de rua e cerimônias religiosas mobilizaram a comunidade ucraniana e representantes diplomáticos neste domingo (22), em São Paulo e Curitiba, para marcar os quatro anos da invasão russa à Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.
Na capital paulista, o ato principal ocorreu na Avenida Paulista, onde descendentes de ucranianos, simpatizantes da causa e diplomatas de 13 países europeus caminharam com bandeiras azul e amarela. Participaram representantes da União Europeia e os cônsules da Polônia, Lituânia, Itália, Suécia, Áustria, Alemanha, Holanda, Irlanda, Bélgica, Portugal, República Tcheca, Finlândia e da própria Ucrânia.
Ao abrir a passeata, o encarregado de negócios da embaixada ucraniana em Brasília, Oleg Vlasenko, afirmou que o conflito vai além do território do seu país. “São quatro anos de dor, perdas e, ao mesmo tempo, de coragem e resistência. A Ucrânia protege diariamente os princípios do direito internacional e a soberania dos Estados”, declarou.
Um grupo de iranianos contrários ao regime de Teerã também se juntou ao protesto. A manifestante Volha Franco destacou que “o imperialismo, venha de onde vier, é perigoso” e comparou a resistência ucraniana à própria experiência de seu povo.
Cerimônias no Paraná
Em Curitiba e em cidades do interior paranaense, igrejas de tradição ucraniana celebraram missas de panaheda — rito de homenagem aos mortos — em memória das vítimas da guerra. Na Praça da Ucrânia, na capital, foram entoados os hinos do Brasil e da Ucrânia.
Participaram do ato curitibano integrantes da Representação Central Ucraniano-Brasileira, o cônsul da Polônia, Wojciech Baczynski, o cônsul de Portugal, André Bandeira, e o vereador Rodrigo Marcial (Novo).
As mobilizações ocorreram dois dias antes do aniversário do conflito, numa tentativa de manter o tema em evidência no Brasil num momento em que a guerra recebe menor cobertura na imprensa e a Rússia busca ampliar sua influência no país.
Com informações de Gazeta do Povo