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Nunes Marques assume relatoria de três ações sobre filme “Dark Horse” e pesquisa da AtlasIntel que cita Flávio Bolsonaro

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Brasília – O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado para relatar três processos que tratam do filme “Dark Horse” e de uma pesquisa da AtlasIntel que incluiu áudios atribuídos ao senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Os autos discutem eventuais impactos eleitorais da produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e questionam a metodologia empregada no levantamento divulgado pelo instituto.

Ação do PL contesta pesquisa

Uma das ações foi protocolada pelo Partido Liberal. A legenda sustenta que a pesquisa pode ter influenciado entrevistados ao apresentar referências a uma conversa entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Segundo o PL, parte considerável do questionário abordava o financiamento de “Dark Horse”, o que poderia afetar a percepção do eleitorado. A AtlasIntel afirma que o teste com o áudio foi aplicado somente após a conclusão da pesquisa principal.

Pedido de suspensão do filme

Outra demanda, do deputado Rogério Correia (PT-MG), pede ao TSE que proíba a exibição do longa durante o período eleitoral. Para o parlamentar, o conteúdo favoreceria politicamente Jair Bolsonaro e seus aliados, criando desequilíbrio na disputa presidencial de 2026.

Investigação sobre financiamento

No terceiro processo, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) solicita investigação sobre possível abuso de poder econômico e político no custeio da obra. O objetivo é apurar se os recursos destinados à produção comprometem a igualdade de condições entre os candidatos.

Concentração de decisões no TSE

Recém-empossado na presidência do TSE, Nunes Marques também assinou resolução que atribui a ele, ao vice-presidente André Mendonça e à ministra Estela Aranha a análise das principais ações de propaganda eleitoral e de pedidos de direito de resposta na campanha presidencial de 2026. Assim, o trio passa a ter papel central nas decisões relacionadas à corrida eleitoral deste ano.

As três ações já estão sob exame do gabinete do ministro e não há prazo definido para decisão.

Com informações de Gazeta do Povo