Parlamentares do Partido Novo protocolaram nesta quarta-feira (20) representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para que seja retirada do ar uma peça publicitária da Petrobras divulgada no início de maio. Segundo o grupo, o vídeo faz promoção indevida da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O pedido de medida cautelar requer que o TCU determine a remoção do material de todas as redes sociais da estatal e de seu site oficial. No conteúdo veiculado, um apresentador afirma que “no Brasil não há motivo para aumento dos combustíveis” porque o preço repassado às distribuidoras está congelado desde 2024. Em relação ao diesel, o narrador acrescenta que “o governo do Brasil está fazendo a sua parte para reduzir este valor”.
O vídeo também menciona a privatização da BR Distribuidora, ocorrida em 2021, para sustentar que a Petrobras não controla mais a rede de postos que utiliza sua marca. “Os combustíveis são da Petrobras, os postos não”, conclui o apresentador.
Assinaturas e alegações
A denúncia foi assinada pelo senador Eduardo Girão (CE) e pelos deputados federais Ricardo Salles (SP), Marcel van Hattem (RS), Luiz Lima (RJ), Gilson Marques (SC) e Adriana Ventura (SP). Para eles, ao vincular as informações sobre preços de combustíveis a elogios ao Executivo, a estatal transforma uma campanha de caráter institucional em propaganda política.
“A Petrobras existe para servir aos interesses da companhia e dos brasileiros, não para funcionar como agência de propaganda do governo. Mais uma vez, vemos o governo Lula usando a máquina pública e a estrutura de estatais para construir narrativa política e conquistar voto”, declarou Adriana Ventura.
Contexto dos subsídios
A ofensiva parlamentar ocorre em meio a medidas adotadas pelo governo para conter o preço do diesel, pressionado pela instabilidade no Oriente Médio em ano eleitoral. Para segurar os valores nas bombas, o Executivo federal passou a subvencionar produtores, operação que pode ultrapassar R$ 10 bilhões e, em nova rodada, prevê dividir parte da conta com os estados.
A Petrobras foi procurada, mas ainda não se pronunciou sobre o pedido do Partido Novo e o teor da representação no TCU.
Com informações de Gazeta do Povo