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Michelle e Tarcísio pedem a ministros do STF prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro

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Brasília — A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), intensificaram nesta semana contatos com magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para prisão domiciliar em caráter humanitário.

Michelle reuniu-se pessoalmente com o decano do STF, ministro Gilmar Mendes. O encontro, revelado pela coluna da jornalista Andreia Sadi (G1) e confirmado pelo gabinete do ministro, não teve o conteúdo divulgado.

Já Tarcísio telefonou na quarta-feira (14) a quatro ministros da Corte. De acordo com interlocutores, os nomes dos magistrados não foram divulgados. O governador teria argumentado sobre a suposta piora no estado de saúde de Bolsonaro e mencionado desconforto de alguns integrantes do tribunal com a manutenção do ex-presidente em regime fechado.

Defesa insiste em regime domiciliar

Aliados de Bolsonaro também formalizaram nesta semana um pedido à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para que o ex-chefe do Executivo cumpra pena em casa.

Responsável pela execução da sentença, o ministro Alexandre de Moraes reiterou, porém, que a custódia na sala de Estado-Maior da Polícia Federal atende aos requisitos legais e já rejeitou todos os pleitos da defesa por prisão domiciliar.

Transferência para a “Papudinha”

Nesta quinta-feira (15), Moraes determinou que Bolsonaro fosse levado para o espaço conhecido como “Papudinha”, anexo à Penitenciária da Papuda. A assessoria do STF informou que o ministro se manifesta somente nos autos.

Histórico da detenção

Bolsonaro permaneceu em prisão domiciliar de 4 de agosto a 22 de novembro de 2025. Nesse período, foi preso preventivamente ao ser flagrado tentando danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, no âmbito do inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

No dia 25 de novembro, Moraes encerrou a ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado e determinou o início imediato do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-presidente. Desde então, diversos pedidos de prisão domiciliar humanitária foram apresentados pela defesa e rejeitados pelo ministro.

Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas pretendem continuar as articulações na tentativa de sensibilizar outros membros da Corte nos próximos dias.

Com informações de Gazeta do Povo